2011-10-27

Era uma vez um prego que se soltou
da ferradura do cavalo de um general.

Era uma vez uma ferradura que se soltou
da pata do cavalo de um general.

Era uma vez um cavalo coxo de um general
que fez cair abaixo da cela o general.

Era uma vez uma força do exército de um general
uma força do exército sem comando do general.

E assim como assim
devido à causa primeira,
segunda e terceira
toda a infantaria caiu
depois a cavalaria caiu
depois a artilharia foi bombardeada
depois a engenharia ruiu
depois a intendência fugiu
depois a comunicação deixou de ser comunicação.

Era uma vez um país que perdeu a guerra
por causa de um prego que se soltou
da ferradura do cavalo
de um general...

Um prego?!

6 comentários:

Susana disse...

Como sempre, poemas lindos! Continue :)
Beijinhos, Susana

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

Excelente!

Abraço
JRMarto

o passageiro disse...

É só lembrar-me que o teu blogue existe para ler um belo poema, uma bela metáfora de tudo o que se tem passado.
Abraços

Raquel Gibrail Tannus disse...

adorei
um prego!!!!
ummmm prego

Homo Sapiens disse...

Um texto poético que explica a teoria do caos! Muito bom, ex-desterrado!

Homo Sapiens disse...

Teoria do caos em poema!