2010-03-04

Todas as mulheres são árvores declinadas
com os seios pendidos como pomos
arrojados à firmeza dos dentes
de gatos que ascendem com suas garras

e afrontam felinos as nádegas
subindo e descendo pelo seu tronco
para atravessar uma faca
na estreiteza da corrente

dessas mulheres que são vulcões tenebrosos
com fundas fossas de um abismo oceânico
donde se desprende a sua lava menstrual

dessas mulheres como peixes num aquário
à espreita da sua eternidade
ou da rebentação de uma onda de espuma

que lhes restitua num fôlego
o gemido.

9 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

belissima definicão.

sensual q.b.

muitos parabéns!

um beij

Graça Pires disse...

Poema muito belo com um contido erotismo...
Beijos.

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

Sua definição transformou-se em lindo poema de amor a mulher.

Gostei muito.

[ainda ontem escrevi sobre a árvore. Feliz coincidencia :) ]

MeuSom disse...

Fantástico, poeta! :)
Beijo.

Lara Amaral disse...

Uau, bem que vc disse mesmo.

Mulher mãe, intuitiva, instintiva, feroz etc. Quantas será que ainda restam? Digo-lhe, infindas...

Muito bom o poema!

Beijos.


Ps.: Por que vc apagou meus outros comentários?

José Miguel de Oliveira disse...

Não retirei o seu comentário Lara, retirei o poema. O comentário está guardado junto com o poema nos meus rascunhos. Beijinho

gabriela r martins disse...

belíssimo poema



.
um beijo

Marcelo Pinto disse...

sem sombra de dúvida o meu preferido.
parabéns stor xD

Anónimo disse...

Telúrico...carnal