2010-01-15

Trazia na cauda um raio
quando poisou no parapeito
do ventrículo esquerdo
deste tronco de árvore
que ainda sou
e como um cometa
vil e cortante
de meteórico metal
e bífida
e lâmina língua
com veneno lume
a minha seiva verteu
no confim deste chão.
(história do último desejo do homem que queria ser poeta)

1 comentário:

gabriela r martins disse...

rendo.ME
com



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um beijo